entrevista com vivianne amaral
Em julho começa a seção de entrevistas da Noz. Para inaugurar, ninguém melhor do que Vivianne Amaral, ex-diretora de mídia da Noz. Vivi, como é mais conhecida, hoje trabalha no Núcleo de Mídia da Caixa Econômica, em Brasília, e dignifica a entrevista com palavras simpáticas, recheadas de saudade e, claro, do seu peculiar senso de humor.
- Quais as diferenças básicas do mercado publicitário de Brasília para o de Natal? É só a verba mesmo?
Vivi - Sem dúvida a verba é o diferencial mais gritante, devido a esse mercado concentrar clientes como o Governo Federal, além das autarquias, os Ministérios, etc. Mas isso se aplica quando fazemos comparações de Brasília a qualquer outro mercado, não só a Natal.
Porém, quando analisamos os clientes locais, em alguns segmentos as verbas talvez até se assemelhem, mas ainda superam. No entanto, não posso deixar de citar que em nada a criação dos publicitários de Natal deixa a desejar para os daqui… em nada mesmo!
Outra diferença é que em Brasília nos deparamos com filiais de agências do eixo Rio - São Paulo e até multinacionais. Posso citar a Lew Lara, a Ogilvy, a MacCann, Fischer América, TBWA, e Nova S/B (antiga SNBB). A conseqüência disso é a entrada de profissionais trazidos de outras cidades, ocupando as vagas (que deveriam ser) dos profissionais brasilienses, pois a maioria dessas agências abre uma filial em Brasília porque ganhou a conta do Governo Federal e fecha quando termina o contrato. A briga é ferrenha para que as agências próprias da cidade consigam atender essas contas, mas aí já é outra história…
- Muita gente diz que você ficou se achando depois que foi trabalhar na capital do país. É verdade? Qual a função do Núcleo de Mídia e que atividades você desenvolve?
Vivi - Eu me achando (rs)? Até parece… (vcs estão doidos pra levar um fora!!!)
Bom, o Núcleo de Mídia tem a função de concentrar as informações das 03 agências de publicidade que atendem a conta da CAIXA, elaborando para tanto diversas formas de unificar os investimentos rateados entre elas e as informações sobre as verbas, campanhas, produtos, veículos, etc. Assim, o cliente e as próprias agências podem ter, no momento em que solicitarem, as mais variadas informações. Caso o Núcleo não existisse e o cliente desejasse saber, por exemplo, qual o investimento que fez em determinado veículo, em determinado período, precisaria solicitar a mesma informações para as 3 agências.
Aqui também recebemos as propostas de veículos de todo o país e fazemos uma espécie de avaliação delas. É como se fosse uma decupagem e uma valoração, uma análise geral da proposta, da rentabilidade da mesma, se existe adequação com algum produto do cliente, etc.
- Quais agências atendem atualmente a Caixa Econômica?
Vivi - As agências são a TBWA, a Fischer América e a Nova S/B.
- Segundo a revista Contigo, você está esperando um bebê. É verdade? Ele vai ser abcedista (o marido de Vivianne é fanático pelo abc)? Já tem nome? Fale um pouco da expectativa de ser mãe!
Vivi - É verdade. Ele (ou ela) será abcedista com certeza, senão certamente será deserdado… Se for menina estamos pensando em Ana Luiza. Mas se for menino, temos um impasse… O pai queria que fosse o nome dele, mas como quem manda nele sou eu, então a última palavra é minha, ou seja, eu vou escolher o nome. Já recebi umas ameaças dizendo que eu estarei na maternidade enquanto ele vai registrar… mas eu juro que se ele fizer isso, eu faço o “boy” virar americano.
Bom, quanto a ser mãe, sempre esteve em nossos planos, mas confesso que depois que 2 amigas muito queridas (as duas se chamam Luciana) tiveram seus bebês, eu me empolguei de vez. Mas demorou cerca de 9 meses para eu engravidar. Agora estou ótima e “gata”. Me achando linda (é uma coisa impressionante essa minha modéstia…).
- O que você lembra do mercado publicitário de Natal que deixou saudades?
Vivi - Tudo. Simplesmente tudo. Não deixo de pensar um dia em Natal, nas pessoas que deixei aí, em como estarão as coisas, aquele toma lá dá cá de clientes, as campanhas inusitadas (muitas vezes criadas por amigos do tempo da faculdade), a rotina da agência, a correria para cumprir dead lines e prazos apertados (e das mentiras que eu tinha que inventar, affff…). A saudade do cuidado em explicar para um anunciante novo que R$ 1.500,00 não pode ser chamado de “verba” e que com essa quantia não dá p/ fazer rádio, televisão e outdoor (e ainda pagar a produção!). Saudade da NOZ, de Diego, de Clarissa, dos nossos medos, anseios, do sonho que tudo desse certo. E deu.
- Tem planos para voltar? Todos nós esperamos que sim!
Vivi - Planos mesmo já traçados, não. Mas é uma possibilidade que nunca descartarei, afinal viver longe dos amigos já é difícil, mas viver longe da família é pesado demais. Então, quem sabe, daqui há alguns anos é bem provável que eu bata na porta da NOZ pedindo um emprego…
abaixo, duas das 65 mil fotos que vivi é flagrada tirando onda.